Breve Nota

7 05 2009

Continuo na Nova Zelandia, na ilha sul, e me restam poucos dias nessa terra fascinante!!! Sem tempo e recursos limitados para atualizar o travelblog com frequencia. Mas podem ter certeza que estou aprveitando e muito essa viagem por aqui.
Em breve mandarei noticias completas, fotos e surpresas!!
Sweet As!!

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Kia Ora, Haere mai ki te Aotearoa

21 04 2009

Nao entendeu nada? Nem eu!! Esta frase esta escrita em māori, o idioma dos nativos (os Māori) da Nova Zelandia, e que significa “Oi, bem-vindo a Nova Zelandia”! A bem da verdade, Aotearoa e o nome māori das terras que hoje sao a Nova Zelandia, e que significa “a terra da grande nuvem branca”.

Acabo de deixar a Australia e cheguei hoje em Auckland, a maior cidade da Nova Zelandia, a terra dos esportes de aventura, dos cenarios da trilogia de o Senhor do Aneis, e terra do kiwi, nao a fruta, o passaro (viu Ju e Marcao, aprendi… rs).

Nos proximos 20 dias viajarei por todo o pais, formado por duas grandes ilhas, norte e sul, a bordo de um onibus, com outros viajantes como eu (espero), oferecido por uma das muitas empresas que oferecem pacotes para mochileiros, a Stray Travel. A cada dia passaremos por algumas cidades diferentes, realizando atividades diferentes, e ficando em lugares, algumas vezes, fora da rota turistica normal.

Depois dessas 3 semanas, voltarei a Australia por mais um tempinho e aproveitar aquele pais continente.

Em breve postarei os ultimos fatos e fotos de Sydney, na Australia, e conforme a viagem aqui for aocntecendo e eu encontrar um pouco de tempo, escreverei sobre minhas aventuras (radicais?)

Kia Ora!!





Acorda!! Acorda!! Acorda!!

14 04 2009

Sim, senhoras e senhores, é assim que eu tenho acordado alguns dias, especialmente nos primeiros dias em Sydney. Quase todos os dias, de manhã e à tarde, um simpático australiano liga o microfone na central do albergue, chamado “Wake Up!” e que significa “Acorda”, e acorda a todos com essa frase acima, obviamente em inglês, falando sobre as atividades do dia!

Apesar disto ser um tanto quanto incômodo às vezes, especialmente após uma noite longa em algumas das baladas de Sydney, minha estadia nesse albergue tem sido bem proveitosa e prática. Fica bem no centro de Sydney, facilitando o deslocamento para os principais pontos turísticos da cidade, tem um excelente bar no subsolo, que abre todos os dias e fica repleto de alberguistas, e o que tem sido, por vezes, minha salvação e, muitas vezes, minha perdição.

Os primeiros dias em Sydney foram meio conturbados pelo tal do “jet lag”, uma disfunção do relógio biológico causada pela travessia de fusos horários. Aliado à minha afeição pela vida noturna, vivi os primeiros 3 dias durante a noite e dormindo de manhã. Imagine a situação e adicione um resfriado africano e má alimentação nos primeiros dias, baseado em McDonalds e Hungry Jacks (Burger King). Batata! Isso, além me deixar mal, me fez sentir um pouco homesick (com saudades de casa).

Sydney (ou melhor, Chiney, pois há mais asiáticos do que australianos no centro) é uma cidade muito grande e assusta um pouco no primeiro contato, especialmente após um mês inteiro em Cape Town, com a tranqüilidade de uma cidade pequena e litorânea.

Eu e Bruni

Eu e Bruni

 

Para melhorar a situação, logo no primeiro dia encontrei um dos meus amigos que estão vivendo aqui em Sydney, o Bruno, meu ex- cunhado. A presença dele aqui tem me ajudado a manter meu ânimo nos primeiros dias, principalmente por que não havia conhecido ninguém aqui no albergue até então. Bruno está aqui há um ano, estudando e trabalhando de pedreiro e barman. No terceiro dia encontrei mais um amigo, o Renato aka Cunha, amigo da faculdade e que também está morando por aqui há uns 8 meses, sem estudar e trabalhando de faxineiro.

 

No domingo, junto com o Bruno e o Guizaum, amigo do Bruno e muito gente boa, após longas horas perdidos nas estradas, fomos a um barbie (churrasco) com uns amigos e a família do dono do bar onde o Bruno trabalha. Finalmente uma oportunidade de conhecer alguns locais. E eles adoram esse garoto. A todo instante ouvia-se alguém chamando o “Brolnol” e mimando o rapaz (é dona Teresa, mesmo aqui tão longe, ele continua sendo mimado). Como chegamos tarde, o tal do barbie já tinha acabado, e chegamos na hora da bolinha. E, afinal, chegando 3 brasileiros, era hora de mostrar as nossas “habilidades” futebolísticas!

Eu e a Macarronada

Eu e a Macarronada

Na segunda-feira seguinte, aproveitei que o cara me acordou com o tal do “wake up wake up wake up” e parti para uma caminhada de orientação pela cidade e pelos principais pontos turísticos próximos, juntamente com uma galera do albergue. Essa foi a oportunidade de conhecer novas pessoas. Foi aqui que encontrei o “maledetto italiano de milano”, Gianluca, e que virou um parceiro para alguns passeios na cidade e algumas cervejas no bar. Obviamente conheci outras pessoas, mas que, infelizmente ficaram por pouco tempo aqui no albergue. Mas junto com o “maledetto” vieram mais alguns italianos, Francezca e Gerard, e aí ficou uma macarronada só.

No sábado de aleluia, juntamente com os italianos, fui para Bondi, a praia mais famosa aqui de Sydney, ponto dos surfistas locais e, obviamente, ponto preferencial para acomodação da maioria dos brasileiros. Outros, como o Bruno, moram em Coogee, outra praia mais ao sul. Essa foi minha primeira oportunidade de, finalmente, me encontrar com as águas do pacífico (calma mãe, não havia tubarões, e quando há, os salva-vidas colocam sinalização na praia).

 

Lasanha na Páscoa

Lasanha na Páscoa

Para o domingo de páscoa, muita lasanha (que deu muito trabalho) num jantar com muitos outros brasileiros que moram por aqui, e que organizado pela Jú, irmã do Guizaum, e a Sabrina. A maioria desse pessoal trabalha no mesmo restaurante, o Churrasco, um restaurante que oferece o estilo brasileiro de rodízio, mas que é de um australiano. Um pessoal muito gente boa e unido.

 

 

Bom, assim tenho continuado minha jornada, agora em meio a brasileiros e italianos, irlandeses e ingleses. Ainda não tive meus dias de turista propriamente dito, mas que, virá na semana seguinte, após minha recuperação da rebordosa intercontinental.

Cheers Mate!

Ps: enquanto escrevia esse post, o tal amigo da recepção novamente ligou os microfones e veio com o tal “wake up wake up wake up” me chamando pra descer no bar…. ô vidinha mais ingrata!





Para o Alto e Avante

1 04 2009

Já se passaram 37 dias desde o início da jornada, e agora é hora de levantar acampamento. Durante todos esses dias tive ótimos momentos em Cape Town, especialmente na companhia de minha irmãzinha que amo muito e meu cunhado, e com saudades certamente ficaremos todos.

Para me despedir da cidade, nada melhor que mais uma volta pela cidade, a bordo do ônibus, na primeira rota, com os principais pontos turísticos, incluindo uma subida na Table Mountain de bondinho, o cableway. No topo e na paz do platô, uma vista completa de toda a cidade, em todas as direções. Vistas incríveis, acima das nuvens, com algumas rajadas de ventos. O mínimo para compensar a volta de balão que não pude fazer, por falta de agenda. Do alto da montanha, com vistas para o mar no infinito, é nítida a impressão de que, de fato, a terra é redonda. Coitado do Galileu, que se f……

Ao final do dia, para o último jantar (e digo que até agora a minha última refeição decente) de despedida, fomos ao um restaurante para uma boa carne de avestruz. Mais alguns amigos da minha irmã compareceram, na verdade, inclusive algumas pessoas famosas por serem tão comentadas, e que só conheci no último dia. Novamente, pessoas interessantes, comunicativas e engraçadas. Mais uma vez obrigado a todos pelos votos de boa sorte na minha viagem.

Após uma total correria na manhã seguinte, arrumando malas e organizando a bagunça, “já está chegando a hora de ir, de me despedir e dizer, que em qualquer lugar por onde eu andar vou lembrar de vocês”.

Agora é alçar vôo rumo ao novíssimo mundo, a Oceania. Próxima parada: Sydney, Austrália.

Boa viagem!!





Loucos pela Magrela III – O Confronto Final

30 03 2009

Como todo bom filme de aventura e ação, essa história de bicicleta precisava virar uma trilogia. Pois bem, chegou a hora de mostrar o final da épica aventura em cima de duas rodas, ou quatro, considerando que eram duplas.

No sábado seguinte, após um longo trânsito pela estrada, e alguns atalhos, com minha irmã e navegadora, conseguimos chegar a Lourensford, para o estágio final da Cape Epic. Estrategicamente posicionados na linha de chegada, conseguimos ver alguns brasileiros cruzarem a linha de chegada, mas os profissionais já haviam terminado a prova há horas. Juntamente conosco, mas do lado de dentro da pista, estava Renata Falzoni, da ESPN Brasil, muito gente boa, e outro cara da Sportv / Globo, que, aliás, para o qual gritei assim que o vi: “Filma nóis Galvão”. O cara obviamente deu risada e veio conversar conosco.

Com quase uma hora para o horário limite de chegada, eis que chegam as tão esperadas meninas da Flower People, pelas quais esperavam o pessoal das emissoras, que ficaram famosas entre os demais participantes por uma certa dancinha que faziam ao cruzar a linha de chegada a cada dia, mas que eu não vi. E na rabeira, chega o Double Barrel, formado pelo meu cunhado e seu parceiro. Após uma longa semana, conseguiram concluir a prova, esta a verdadeira vitória, independente de qualquer posição, pois o difícil mesmo é concluir a prova e a “dor na bunda”.

Comemorações e premiações feitas, ficamos por ali para um lanchinho e algumas cervejas. Eu particularmente procurei pelo Boerewors, o cachorro quente dos sul-africanos, feito com carne bovina, sem purê claro, e com muita cebola. Os brasileiros, por sinal e como era de se esperar, juntaram-se todos, dominaram um das poucas grandes áreas de sombra, ao lado do palco e levantaram a bandeira do Brasil, a única bandeira que eu vi de qualquer país por lá.

No final do dia, já de volta a Cape Town, partimos para um jantar na casa do Les, parceiro do Johnny, com alguns amigos. Pessoal muito gente fina e interessante, todos sempre interessados no meu roteiro de viagem e desejando boa sorte. Obrigado a todos.

E para concluir, claro, “Well Done Boys”!!





Um grande pequeno rolê de busão

29 03 2009

Para começar a semana, após mais um a sessão de bicicletas, em plena feira no centro da cidade, enquanto minha irmã e eu deliciávamos um cappuccino e um muffin, eis que me chega um senhor que mais parecia um folião do carnaval no sambódromo, cheio de penas, cores e ovos na cabeça. Sim, ovos. Este é o próprio Eggman, como se auto-intitula, e já citado em alguns guias turísticos. Muito simpático, se ofereceu para uma foto em troca de uma pequena compensação, digamos, a título de cachê artístico. Olha essa figura.

Finalmente nessa semana consigo um bom dia para um volta de ônibus, não em qualquer um, mas a bordo do ônibus turístico chamado de “City Sightseeing Tour” que existe em algumas das principais cidades do mundo, incluindo comentários e dados históricos em diversas línguas, e pelo qual você pode saltar em diversos pontos turísticos no percurso e voltar à rota no próximo ônibus. Optei por uma rota alternativa, uma vez que a principal já havia feito na viagem anterior, e essa outra rota incluía algumas coisas interessantes que não tive a oportunidade de conhecer até então.

Primeiro ponto, Kirstenbosch, o jardim botânico aqui, no entorno do pé da Table Mountain, para uma pequena volta e belas paisagens em meio ao verde. Pausa para um cafezinho antes das fotos…

Próximo ponto, World of Birds, um aviário, considerado um santuário para as aves, mas para muito não passando de apenas uma gaiola gigante. Nesse passeio você faz diversas trilhas circulares, dentro das gaiolas, em meios aos diversos pássaros, desde uma galinha peluda ao pingüim, incluindo corujas e periquitos. Aqui também existem outros animais, como macacos, tartarugas, roedores, emas, avestruzes e, inclusive, o cervo famoso, o springbok, animal símbolo da África do Sul e nome da seleção nacional de rugby.

Ponto seguinte: the Township walk, um volta em meio a uma favela, guiada pelo líder da comunidade. Igualmente interessante, no passeio podemos ver pessoas locais vivendo suas vidas e trabalhando no local, entrar em algumas casas, visitar a igreja da comunidade, etc. Há alguns anos atrás, um grupo de 700 voluntários irlandeses construiu 100 casas em 12 dias. Não foi o suficiente para acabar com todos os barracos, mas certamente um grande feito.

Último ponto, a República de Hout Bay, uma região em uma das baías de Cape Town, conhecida pelo seu cai e belas vistas das montanhas, incluindo Chapman’s Peak. Pausa para um “almojanta”, com um belo Fish & Chips, ao lado de um monte de gaivotas famintas e irritantes. Infelizmente, devido aos horários dos ônibus, não pude conhecer mais do que o próprio cais.

Esse, de longe, foi um dos dias mais produtivos em questões turísticas aqui em Cape Town.

Bom, de resto, assim vou levando essa minha nada mole vida…

Estimas considerações a todos.





Loucos pela Magrela II – O Retorno

27 03 2009
Double Barrel

Double Barrel

Agora começou a segunda maratona dos ciclistas, a Absa Cape Epic, uma corrida de mountain bike, entre trilhas rochosas e muitas subidas e descidas. No sábado foi um prólogo pela Table Mountain, trecho curto de uma hora e meia, e onde fomos acompanhar o Johnny, meu cunhado, e seu parceiro e patrocinador, Les, que se saiu ralado já no primeiro dia. Na chegada, encontramos alguns brasileiros de Campos de Jordão e que também participam da corrida. No total, são 16 duplas brasileiras participando, a terceira ou quarta nação com maior número de equipes no evento, incluindo uma equipe feminina.

Sunset @ Villiersdorp

Sunset @ Villiersdorp

Depois de um café e almoço, entre minhas tarefas de doméstica, servi de motorista e fomos em direção a Villiersdorp. Após um braai (churrasco) e vinhos e cervejas, passamos a noite na casa onde eles ficaram por alguns dias para os primeiros trechos da corrida. A maioria dos ciclistas fica acampada, mas como sou um flashpacker, tive a sorte de que eles vão ficar alojados em casas. Esta fica num clube de golfe, ao lado de um lago enorme entre as montanhas. Ultimate chic. Na sede do clube, vários afrikkaners, fazendo um senhor braai, com 3 cordeiros inteiros.

Absa Cape Epic

Absa Cape Epic

 

No dia seguinte, ao cantar do galo, já estávamos em outra cidade, Gordon’s Bay, na False Bay, onde foi dada a largada no primeiro estágio, com mais de 100 km. Na largada encontrei uma equipe da ESPN Brasil que veio cobrir o evento. É possível acompanhar o evento, com vídeos e notícias, no blog da Renata Falzoni.

 

De volta a Cape Town, eu e minha irmã fomos dar uma volta no Cavendish Square, um shopping aqui perto, com direito a uma sessão de cinema para assistir ao tal do ganhador do Oscar, Slumdog Millionaire, filme no estilo Bollywood (Índia).

A corrida continua. Muitas duplas já desistiram ou foram eliminadas (incluindo brasileiros), e a dupla do Johnny continua no (final do) páreo. Mas tudo bem, ainda restam alguns dias para uma melhor colocação, e, afinal, ganhar ou perder, o importante é participar.

Good luck guys!!