Acorda!! Acorda!! Acorda!!

14 04 2009

Sim, senhoras e senhores, é assim que eu tenho acordado alguns dias, especialmente nos primeiros dias em Sydney. Quase todos os dias, de manhã e à tarde, um simpático australiano liga o microfone na central do albergue, chamado “Wake Up!” e que significa “Acorda”, e acorda a todos com essa frase acima, obviamente em inglês, falando sobre as atividades do dia!

Apesar disto ser um tanto quanto incômodo às vezes, especialmente após uma noite longa em algumas das baladas de Sydney, minha estadia nesse albergue tem sido bem proveitosa e prática. Fica bem no centro de Sydney, facilitando o deslocamento para os principais pontos turísticos da cidade, tem um excelente bar no subsolo, que abre todos os dias e fica repleto de alberguistas, e o que tem sido, por vezes, minha salvação e, muitas vezes, minha perdição.

Os primeiros dias em Sydney foram meio conturbados pelo tal do “jet lag”, uma disfunção do relógio biológico causada pela travessia de fusos horários. Aliado à minha afeição pela vida noturna, vivi os primeiros 3 dias durante a noite e dormindo de manhã. Imagine a situação e adicione um resfriado africano e má alimentação nos primeiros dias, baseado em McDonalds e Hungry Jacks (Burger King). Batata! Isso, além me deixar mal, me fez sentir um pouco homesick (com saudades de casa).

Sydney (ou melhor, Chiney, pois há mais asiáticos do que australianos no centro) é uma cidade muito grande e assusta um pouco no primeiro contato, especialmente após um mês inteiro em Cape Town, com a tranqüilidade de uma cidade pequena e litorânea.

Eu e Bruni

Eu e Bruni

 

Para melhorar a situação, logo no primeiro dia encontrei um dos meus amigos que estão vivendo aqui em Sydney, o Bruno, meu ex- cunhado. A presença dele aqui tem me ajudado a manter meu ânimo nos primeiros dias, principalmente por que não havia conhecido ninguém aqui no albergue até então. Bruno está aqui há um ano, estudando e trabalhando de pedreiro e barman. No terceiro dia encontrei mais um amigo, o Renato aka Cunha, amigo da faculdade e que também está morando por aqui há uns 8 meses, sem estudar e trabalhando de faxineiro.

 

No domingo, junto com o Bruno e o Guizaum, amigo do Bruno e muito gente boa, após longas horas perdidos nas estradas, fomos a um barbie (churrasco) com uns amigos e a família do dono do bar onde o Bruno trabalha. Finalmente uma oportunidade de conhecer alguns locais. E eles adoram esse garoto. A todo instante ouvia-se alguém chamando o “Brolnol” e mimando o rapaz (é dona Teresa, mesmo aqui tão longe, ele continua sendo mimado). Como chegamos tarde, o tal do barbie já tinha acabado, e chegamos na hora da bolinha. E, afinal, chegando 3 brasileiros, era hora de mostrar as nossas “habilidades” futebolísticas!

Eu e a Macarronada

Eu e a Macarronada

Na segunda-feira seguinte, aproveitei que o cara me acordou com o tal do “wake up wake up wake up” e parti para uma caminhada de orientação pela cidade e pelos principais pontos turísticos próximos, juntamente com uma galera do albergue. Essa foi a oportunidade de conhecer novas pessoas. Foi aqui que encontrei o “maledetto italiano de milano”, Gianluca, e que virou um parceiro para alguns passeios na cidade e algumas cervejas no bar. Obviamente conheci outras pessoas, mas que, infelizmente ficaram por pouco tempo aqui no albergue. Mas junto com o “maledetto” vieram mais alguns italianos, Francezca e Gerard, e aí ficou uma macarronada só.

No sábado de aleluia, juntamente com os italianos, fui para Bondi, a praia mais famosa aqui de Sydney, ponto dos surfistas locais e, obviamente, ponto preferencial para acomodação da maioria dos brasileiros. Outros, como o Bruno, moram em Coogee, outra praia mais ao sul. Essa foi minha primeira oportunidade de, finalmente, me encontrar com as águas do pacífico (calma mãe, não havia tubarões, e quando há, os salva-vidas colocam sinalização na praia).

 

Lasanha na Páscoa

Lasanha na Páscoa

Para o domingo de páscoa, muita lasanha (que deu muito trabalho) num jantar com muitos outros brasileiros que moram por aqui, e que organizado pela Jú, irmã do Guizaum, e a Sabrina. A maioria desse pessoal trabalha no mesmo restaurante, o Churrasco, um restaurante que oferece o estilo brasileiro de rodízio, mas que é de um australiano. Um pessoal muito gente boa e unido.

 

 

Bom, assim tenho continuado minha jornada, agora em meio a brasileiros e italianos, irlandeses e ingleses. Ainda não tive meus dias de turista propriamente dito, mas que, virá na semana seguinte, após minha recuperação da rebordosa intercontinental.

Cheers Mate!

Ps: enquanto escrevia esse post, o tal amigo da recepção novamente ligou os microfones e veio com o tal “wake up wake up wake up” me chamando pra descer no bar…. ô vidinha mais ingrata!

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